Breve História da cerâmica

Breve História da cerâmica
Breve História da cerâmica

A palavra cerâmica deriva do termo grego “keramike”, que significa argila, e é usada para denominar todo conjunto de actividades destinadas à elaboração de objectos a partir do barro. Tal é possível devido à propriedade que o barro (ou argila) possui de se moldar facilmente enquanto pasta, adquirindo posteriormente dureza e resistência através da cozedura.

É uma das actividades mais antigas usada na manufactura de utensílios e produtos que sempre foram utilizados na construção e ornamento de habitações, no armazenamento e transporte de produtos (especialmente géneros alimentícios), etc. Estima-se que o barro vermelho já teria sido explorado no período Neolítico (8.000 anos antes de Cristo). No fim da Idade da Pedra, iniciou-se a cozedura da argila em fornos, o que revolucionou a utilização da mesma ao conferir-lhe propriedades de resistência que viriam a permitir a sua utilização em projectos mais arrojados, de que são exemplos, segundo nos informa a Bíblia (Génesis XI, 3) a famosa Torre de Babel, a grande muralha da China e a inscrição dos primeiros hieróglifos (a palavra escrita, base de toda a Civilização) em placas de argila. Tendo desenvolvido e aperfeiçoado as técnicas de cerâmica, os romanos impulsionaram a utilização genérica deste material em diversos tipos de construções, difundindo os seus segredos por povos e civilizações ao longo de todo o seu Império. É interessante mencionar que já nessa época muitos fabricantes gravavam nos seus produtos, uma marca distintiva da sua origem.

Já existia cerâmica em Portugal antes da chegada dos Romanos, mas é com estes e mais tarde com os Árabes que esta actividade se desenvolve significativamente. Foram estes que introduziram muitas das técnicas utilizadas no processo de fabrico da cerâmica e que ainda hoje são usadas na produção dos mais variados objectos e materiais em cerâmica.

A cerâmica de construção foi um aspecto relevante no passado, mas a procura crescente de materiais de virtudes ecológicas reconhecidas e de valor estético incontestável abriu a possibilidade de crescimento e expansão para este sector de actividade. Assim, ainda hoje são produzidos a telha mourisca, o tijolo burro, o ladrilho ou tijoleira e outros produtos que nos acompanham há séculos.